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* Shumpert Medical Center, Shrevenport, Louisiana ** San Antonio Perfusion, San Antonio, Texas *** Baylor College of Medicine, Houston, Texas |
| Originalmente publicado em Tecnologia Extracorpórea - Revista Latinoamericana 3,13-19, 1996. Reproduzido com permissão dos Editores. |
Introdução Tipos de Dispositivos Usados Indicações para o Implante P.O. Critérios Hemodinâmicos |
Registro Geral dos Dispositivos Conclusão Summary Referências Bibliográficas |
Apesar dos recentes avanços na cirurgia cardíaca, as doenças cardíacas continuam liderando as causas de óbitos nos Estados Unidos. A inabilidade para retirar o paciente da circulação extracorpórea tem determinado o uso frequente de dispositivos de assistência circulatória. Recentemente, a aplicação de dispositivos de assistencia circulatória tem se expandido para incluir pacientes em choque cardiogenico secundário à infarto do miocardio e não responsivos à terapeutica médica. Estes dispositivos são também usados como "ponte", em pacientes com lesão ventricular irreversível que aguardam transplante cardíaco.
A insuficiência cardíaca refratária e severa ocorre em 4% dos pacientes submetidos à cirurgia cardíaca e é uma significativa causa de óbito nos pacientes de alto risco, após aqueles procedimentos [1]. A terapia médica convencional e a contrapulsação com balão intraórtico, provê um adequado suporte circulatório e uma sobrevida de 70% dos pacientes que não conseguem ser desconectados da circulação extracorpórea [2]. Entretanto, quando isto não é suficiente, tornam-se necessárias formas mais agressivas de suporte ventricular temporário, para manter a circulação sistemica e/ou pulmonar, enquanto se descomprime o ventriculo deprimido. Os dispositivos de assistencia ventricular (VAD, do inglês Ventricular Assist Devices) existem desde os anos sessenta, quando foram introduzidos por DeBakey, mas, seu uso não foi muito difundido até os meados dos anos oitenta.
Em 1985, a Sociedade de Transplantes Cardíacos e a Sociedade Americana de Orgãos Internos Artificiais estabeleceram um registro comum para o uso de dispositivos de assistência ventricular e coração artificial [3]. Este trabalho visa analisar resumidamente os critérios hemodinâmicos para o implante, as complicações e os casos do registro, entre o início dos anos oitenta até Outubro de 1992, em pacientes submetidos à cirurgia cardíaca.
Os dispositivos para assistência circulatória são divididos em duas categorias basicas: em série e paralelos. Os dispositivos em série, incluem o balão intra-aórtico, a contrapulsação externa e a hemobomba (Hemopump). Os tipos paralelos são os verdadeiros dispositivos de assistência ventricular. Estes são ainda subdivididos em dispositivos pulsáteis e não pulsáteis. Os dispositivos pulsáteis incluem a bomba Thoratec pneumática, Abiomed, TCI, Nippon Zeon, Toyobo, Berlin e a Novacor eletrica. Os dispositivos não pulsáteis, mais frequentemente usados, são a bomba de roletes e a bomba centrifuga. As bombas centrífugas incluem a Medtronics BioMedicus, Sarns Delphin, St. Jude Lifestream e Baylor Nikkiso.
As primeiras tentativas de uso clínico de suporte circulatório mecânico foram realizadas pelo grupo do Texas, de Cooley e DeBakey, no início dos anos 1960. Em agosto de 1966, o Dr. Michael DeBakey usou uma bomba para oferecer suporte circulatório ao ventrículo esquerdo, em um paciente de trinta e sete anos que não conseguia se manter fora da bomba extracorpórea. O sistema consistia de uma câmara bombeadora com válvula. Os tubos de entrada e saída eram introduzidos através a parede do tórax, e a bomba era posicionada externamente à cavidade torácica. O dispositivo foi usado por 10 dias. A paciente se recuperou e teve alta do hospital [4]. Ainda em 1966, Adrian Kantrowitz publicou a primeira tentativa de implante de um dispositivo de assistencia ventricular com o propósito de oferecer assistencia cardíaca permanente. Entretanto, o paciente faleceu vinte dias após a cirurgia, em consequência de um acidente vascular cerebral [5]. Em 1971, DeBakey expandiu o uso dos dispositivos de assistencia cardíaca pelo manuseio, com sucesso, de vários pacientes que apresentavam choque pós cirurgia cardíaca [6]. Estes procedimentos corajosos realizados nos estágios de desenvolvimento dos dispositivos de assistência circulatória, constituiram-se nos fundamentos das técnicas e desenhos modernos, em uso nos dias atuais.
Um outro tipo de dispositivo de assistência cardiológica é conhecido como o balão intra-aórtico (IABP, de Intra-Aortic Balloon Pump). O primeiro emprego clínico do balão intra-aórtico com sucesso, foi obtido por Kantrowitz, em 1967 [6]. Desde então, tornou-se o dispositivo de assistência mecânica mais usado, com aproximadamente dez mil aplicações por ano nos Estados Unidos [7]. O balão intra-aórtico é relativamente de baixo custo e fácil de ser usado. Um balão longo, fino e flexivel é introduzido no interior da arteria femoral e avançado até a aorta toracica, para funcionar como um dispositivo capaz de deslocar o sangue. O principio da contrapulsação requer que o balão seja insuflado durante a diástole e desuflado durante a sístole. Os efeitos benéficos são a redução do pós carga e o aumento da perfusão coronariana. A contrapulsação tambem oferece suporte circulatório sistêmico, pelo aumento da pressão arterial média. Como resultado, o débito cardíaco aumenta em aproximadamente 10%, ou na faixa de 0,5 a 0,8 litros por minuto [8].
Embora o balão intra-aórtico seja o dispositivo de assistência circulatória mais usado, ele oferece apenas um modesto gráu de suporte circulatório. Uma vez que o aumento do débito cardíaco depende da habilidade do ventriculo esquerdo injetar sangue, o balão intra-aórtico apresenta os melhores resultados nos pacientes com débito cardíaco normal. O seu uso tem alcançado bastante sucesso nos pacientes com injúria cardíaca reversivel relacionada à isquemia miocardia ou à cirurgia cardíaca [9]. Entretanto, se um paciente permanece em falência cardíaca severa e requer níveis de suporte circulatório mais elevados do que o balão intra-aórtico pode oferecer, deve-se considerar a inserção de um dispositivo de assistência ventricular (VAD).
Os dispositivos de assistência ventricular foram desenhados para assumir a ação de bombeamento de um ventriculo danificado, desviando todo, ou apenas uma parte do sangue que se dirige ao ventriculo. Este processo reduz significativamente o pré-carga ou o volume diastólico final do ventriculo. O débito cardíaco é mantido ou melhora, enquanto permite o ventriculo repousar um tempo suficiente para a recuperação miocárdica.
INDICAÇÕES PARA O IMPLANTE EM PACIENTE PÓS CIRURGIA CARDÍACA
As indicações para suporte circulatório após a cirurgia cardíaca são divididas em dois grupos: 1) impossibilidade de sair de perfusão; 2) sindrome de baixo débito cardíaco, após a cardiotomia [10]. O sucesso do uso dos dispositivos de assistencia ventricular (VAD) depende fundamentalmente da seleção adequado dos pacientes. Após todas as outras opções se esgotarem, os pacientes devem preencher certos critérios hemodinâmicos específicos (Tabela 1).
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Critérios Hemodinâmicos Com ótimo suporte inotrópico, de drogas vasodilatadoras e balão intra-aórtico |
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1. Pressão arterial sistólica < 90 mmHg. 2. Pressão atrial > 20 mmHg. 3. Índice Cardíaco < 1,8 L/min/m2 4. Resistência vascular sistêmica > 2100 dinas/seg/cm-5 5. Débito urinário < 20 ml/hr. |
Os seguintes critérios hemodinâmicos para o implante dos dispositivos de assistência ventricular tem sido propostos:
1) Índice Cardíaco inferior a 1.8 L/min/m2;
2) Pressão capilar pulmonar superior a 25 mmHg;
3) Pressão arterial sistólica inferior a 80 mm Hg apesar da terapia médica máxima, incluindo o balão intra-aórtico [12].
A impressão clínica geral, deve também ser considerada. Algumas instituições julgam que a resistencia vascular sistemica maior do que 2100 dynes/sec/cm-5 é um critério importante [13]. A assistência ventricular direita tem sido acrescentada, quando o índice cardíaco é menor do que 2.0 L/min/m2 e a pressão venosa central é maior do que 30 cm H20, após da instalalção de um dispositivo de assistência ventricular esquerda [10].
Se aqueles sinais de falência cardíaca estão presentes, apesar do suporte de drogas inotrópicas e do balão intra-aórtico, o paciente é considerado um candidato ao dispositivo de assistência ventricular. Contudo, é crucial se diferenciar entre a falência ventricular direita e a esquerda, antes da colocação do dispositivo. A elevação da pressão atrial direita ou esquerda é um indicador útil do tipo de suporte necessário.
A inserção de um dispositivo de assistência ventricular requer uma esternotomia mediana, que já existe, se o paciente não pode ser desconectado da circulação extracorpórea. Duas cânulas de grosso calibre são instaladas, uma que leva o sangue ao dispositivo e outra para o retorno à circulação do paciente. Nos casos de falência do coração esquerdo, a canulação atrial esquerda é a mais usada para a drenagem até o dispositivo e a aorta é usada para o retorno do sangue. Se não houver chance de recuperação miocárdica, a canula de entrada ou de drenagem é colocada na ponta do ventriculo para possibilitar uma boa drenagem do sangue para o dispositivo de assistência [14]. Esta técnica pode ser usada nos pacientes que aguardam um transplante de coração. Nos casos de falência do coração direito, o sangue é retirado do atrio direito e retornado pela artéria pulmonar. Nos casos de falência direita e esquerda, um dispositivo de assistência biventricular é usado, que incorpora simultaneamente, uma bomba para assistência esquerda e outra para assistência direita.
A maioria dos dispositivos de assistência ventricular é instalada fora do organismo do paciente; dessa forma as cânulas atravessam a parede torácica e a bomba é colocada sobre a pareda abdominal ou é fixada à unidade propulsora externa. A bomba e as canulas são conectadas e o ar do circuito é removido; logo após é iniciado o procedimento da assistência ventricular e a circulação extracorpórea é removida.
Muitas variações de dispositivos de assistência ventricular tem sido desenvolvidas e testadas nas últimas décadas. A mais simples e de menor custo é a bomba não pulsátil. Estas bombas mantém fluxo contínuo e, porisso não necessitam de válvulas artificiais. O dispositivo de assitência ventricular mais extensamente usado é a bomba de roletes. Como um dos componentes primários das máquinas coração-pulmão, as bombas de roletes são empregadas em cerca de 200.000 casos de cirurgia cardíaca por ano, nos Estados Unidos [15]. A bomba de roletes isoladamente, também tem sido usada fora da sala de operações como um dispositivo de assitência ventricular, quando não se consegue a interrupção da perfusão de nenhum outro modo [16]. As bombas de roletes contém um segmento de tubo que fica na caçapa dos roletes. O tubo é comprimido durante a rotação, empurrando o sangue para diante. A bomba de roletes requer heparinização com monitorização contínua. Os tubos necessitam ser trocados, em intervalos determinados pelos protocolos de cada hospital, para evitar o desgaste. Cada troca de tubos representa um aumento nos riscos de infecção. O uso da bomba de roletes como um dispositivo de assistência ventricular parece que está em declínio. Recentemente, a tendência tem se deslocado para o uso da bomba centrífuga, que tambem libera fluxo não púlsatil. Os cones giratórios incorporados na bomba forçam a movimentação circular do sangue, que é expelido para a circulação pela força centrífuga. O ar é coletado no topo do cone, o que diminui a possibilidade de embolia aérea [17]. As bombas centrífugas não são oclusivas e porisso causam menos trauma ao sangue que as bombas de roletes. O maior inconveniente destas bombas não pulsáteis seria a sua teórica inabilidade de manter a perfusão dos órgãos por longos períodos.
O segundo tipo de dispositivos de assistência ventricular são as bombas pulsáteis, que criam um fluxo sanguíneo mais fisiológico e são capazes de acelerar a reversão da injúria dos órgãos. As bombas pulsáteis podem manter um fluxo mais alto que as bombas de fluxo não pulsátil e são melhores para uso prolongado [18]. Um exemplo de dispositivo de assistência ventricular pulsátil é a bomba pneumática. O fluxo pulsátil é criado pela atuação do ar pressurizado sobre um diagrama flexivel, que por sua vez causa o deslocamento do sangue contido em um compartimento adjacente. Válvulas de disco basculante ou biológicas regulam a direção do fluxo do sangue no interior do dispositivo. A unidade pneumática propulsora pode funcionar de acordo com o enchimento completo da câmara, com uma frequência fixa ou sincronizada ao sinal de um eletrocardiograma. Na prática, o modo de eleição é o denominado "cheio-vazio", conforme o enchimento da câmara, porque oferece o esvasiamento máximo de sangue e reduz a possibilidade de formação de trombos no interior do dispositivo [19]. Recomendam-se os anticoagulantes e drogas antiplaquetárias. A desvantagem das bombas pulsáteis é o seu custo mais elevado e sua maior complexidade de uso.
Em média, a injúria miocárdica reversível pode necessitar de cerca de sete dias de assistência ventricular para uma recuperação adequada, que permita a remoção do dispositivo {20]. Os mecanismos de recuperação são o retorno da tensão da parede ventricular, a redução do edema miocárdico com redução da complacência miocárdica e a recuperação das reservas dos fosfatos de alta energia, que restaura a função sistólica [14]. Estudos mostram que um período de isquemia de quinze minutos pode depletar 50% do ciclo do nucleotídeo de adenina do miocárdio. Após quatro dias de suporte mecânico aqueles valores retornam a 91% dos níveis de controle [15].
Existem muitas complicações assiciadas ao uso dos dispositivos de assistência ventricular. A incidência de complicações geralmente se correlaciona com o tempo de duração da assistência circulatória. A mortalidade é mais comumente relacionada à hemorragia, incapacidade de promover o desmame, tromboembolismo e eventos neurológicos [13]. Desse modo, a maioria dos estudos preconiza a rápida estabilização do paciente e a remoção da bomba em 48 a 72 horas.
REGISTRO GERAL DE DISPOSITIVOS DE ASSISTÊNCIA VENTRICULAR PÓS CARDIOTOMIA
O registro foi iniciado em 1985 mas contém dados dos anos 80 até Outubro de 1992 e inclui casos de 48 centros dos Estados Unidos e 29 centros internacionais.
Procedimento % do Total % Sucesso Bypass aorto-coronário 50,0 49,3 Bypass aorto-coronário + outros 23,8 40,0 Transplante cardíaco 8,5 11,3 Cirurgia Valvar 8,5 44,7 Cirurgia valvar + outros 3,3 37,8 Cardiopatias Congênitas 4,0 37,0 Aneurismas de V.E. 1,5 64,7 Embolismo Pulmonar 0,4 25,0
O sexo masculino corresponde a 72,0% desta população, com uma idade média de 56 anos, variando entre 1 mês e 84 anos de idade.
Tipo de Bomba % Pacientes % Removidos % Alta Centrífuga 70,6% 46,1% 25,1% Pneumática 29,4% 43,8% 23,6%
No total, o registro inclui 1076 pacientes que apresentaram choque cardiogênico que requereu o uso de dispositivos de assistência ventricular. Uma parte significa-tiva desses pacientes, 269 (25%), teve alta hospitalar, alguns dos quais retomaram uma vida normal [21]. A Tabela 4 mostra os resultados gerais.
Dispositivo No Pacientes Removidos Alta Hospitalar 539 280 51,8% 149 27,8% 131 53 40,5% 37 28,2% 406 160 39,4% 83 20,4% 1076 493 45,8% 269 25,0%
A duração do uso do dispositivo é surpreendentemente pequena. A Tabela 5 mostra o número de dias para todos os pacientes, para os pacientes em que o dis-positivo pode ser removido, para os pacientes em que o dispositivo pode ser removido mas faleceram no hospital e para os pacientes removidos e que tiveram alta hospitalar.
3,7 3,3 4,5 3,8 0 - 69 0 - 69 0 - 42 0 - 51
As complicações cardíacas e sistêmicas nos pacientes em uso de dispositivos de assistência ventricular são múltiplas. A complicação mais comum (acima de 50%) foi hemorragia com coagulação intravascular disseminada (CID). Em seguida en-contram-se a insuficiência renal, falência biventricular e falência respiratória. Outras complicações foram infecção, complicações neurológicas e infarto do miocárdio trans-operatório. A Tabela 6 lista as complicações em ordem de frequência.
CONCLUSÃO
A prevalência das doenças cardíacas tem criado uma enorme necessidade para os dispositivos de assistência pós-operatória. Muitos pacientes não possuem a re-serva necessária para tolerar o trauma da cirurgia cardíaca. Em seguida à uma operação tecnicamente bem sucedida, cerca de 2.000 pacientes por ano apresen-tam dificuldades para a interrupção da circulação extracorpórea9. Em uma série re-cente de casos, cerca de 7% dos pacientes necessitaram de suporte com o balão intra-aórtico e cerca de 1% necessitou de assistência suplementar, sob a forma de dispositivos de assistência ventricular. Além disso, estima-se que 20 a 40% dos candidatos a transplante falecem antes de receber um coração doador [7]. Como resultado, dispositivos de assistência ventricular totalmente implantáveis estão sendo usados como "ponte" para o transplante. Dessa forma, com a melhoria do desenho e do manuseio os dispositivos de assistência ventricular continuarão a ser um re-curso dos cirurgiões para o salvamento de pacientes em insuficiência cardíaca severa.
Os objetivos das bombas de assistência ventricular são a diminuição do trabalho ventricular, oferecendo tempo para a recuperação do miocárdio danificado e a pro-visão de uma circulação mais adequada2. Com o significativo percentual de su-cesso de 25% (pacientes removidos dos dispositivos e que tem alta hospitalar) e um aumento paralelo dos custos hospitalares, surge a questão de se reservar os dispositivos de assistência ventricular para casos selecionados ou aplicá-los a to-dos os pacientes apresentando choque cardiogênico pós-cardiotomia. Esperamos que, com maior experiência e padronização dos protocolos, a resposta se torne mais clara.
SUMMARY
The inability to wean patients from cardiopulmonary bypass has led to the common use of cardiac assist devices. Application of those devices has broadened to include patients in cardiogenic shock secondary to myocardial infarction nonre-sponsive to medical therapy. These devices have also been used as "bridges" in patients with irreversible ventricular damage that are awaiting cardiac transplantation.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Centro de Estudos de
Circulação Extracorpórea
Os tipos de operações que produziram choque cardiogênico nos quais os dispositivos de assistência ventricular foram implantados, variam desde a revascularização do miocárdio até o embolismo pulmonar. A tabela 2 lista os procedimentos, seu percentual do número total de casos e a percentagem correspondente da remoção do dispositivo com sucesso.
Dois tipos de bombas foram utilizados: centrífuga e pneumática. Embora a bom-ba centrífuga tenha sido duas vêzes mais usada que as bombas pneumáticas, pa-rece não haver diferença significativa na recuperação dos pacientes (Tabela 3).
D.
Ventricular Esq.
D.
Ventricular Dir.
D.
Biventricular
TOTAL
Total Casos
Não recuperados
Removidos/ óbito
hospitalar
Removidos/ alta
hospitalar
Média
de dias
Min./
Máximo
Complicações
dos Dispositivos
de Assistência Ventricular
Hemorragia
com CID
Insuficiência
Renal
Falência
Biventricular
Falência
Respiratória
C.
Neurológicas
Tromboses
Infecção
Infarto
peri-operatório
Hemólise
Obstrução
de cânula
Falha
Mecânica
Ventricular assist devices (VAD) are divided into two basic categories: series and parallel. The series type includes the intra-aortic balloon pump, external counterpulsation and the Hemopump. The parallel-type are the true ventricular assist devices. These are further divided into pulsatile and non-pulsatile. Pulsatile VAD's in-clude the pneumatic Thoratec, Abiomed, TCI, Berlin and other devices. The non-pulsatile and most often used are the roller-pump and the centrifugal pump.
Ventricular assist devices are intended to take over the pumping action of an impaired ventricle. Postcardiotomy patients that may benefit from VAD's support have been divided into two groups:
1. unsuccessful weaning from the heart-lung machine, and 2. low output syndrome after cardiotomy. Specific hemodynamic criteria for the implantation of a VAD include: 1. systolic arterial pressure under 90 mmHg., 2. atrial pressure above 20 mmHg., 3. cardiac index of less than 1.8 L/min/m2, 4. systemic vascular resistance above 2100 dynes/sec/cm-5 , and 4. a urine output lower than 20 ml/hr.
More than 70% of patients requiring VAD underwent isolated or combined coronary artery bypass grafts.
The Combined Registry for the use of VAD's and Total Artificial Heart established by the Society for Heart Transplantation and the American Society for Artificial In-ternal Organs lists cases from 48 American and 29 international centers. From 1985 to 1992 the registry has recorded 1076 patients who have had postcardiotomy cardiogenic shock requiring a VAD. Males made up to 70.2% of this population with an average age of 53 years. The patients received left, right or biventricular assist devices. Less than half (45%) of the patients were weaned from the assist device while 25% were successfully weaned and discharged from the hospital.
The most common complications of mechanical devices to support the circulation were bleeding, renal and respiratory failure, neurologic events, thrombus formation and infection.
With a significant success rate of 25% and increasing costs, the question arises of whether the clinician should place only selected patients or all patients suffering from postcardiotomy cardiogenic shock on a VAD. Hopefully, with more experience and standardized protocols, the answer will become clearer.![]()
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