ANTIFIBRINOLÍTICOS NA PREVENÇÃO DO SANGRAMENTO PÓS PERFUSÃO
Decio O. Elias & Maria Helena L. Souza
APROTININA (TRASYLOL)
PROTOCOLOS DE HAMMERSMITH (Royston et cols.)
Recomenda-se avaliar o potencial de reações alérgicas ao produto, pela administração de uma dose-teste de 1ml (10.000 UI) EV, 10 minutos antes da administração do produto. Nos casos de pacientes que já receberam aprotinina recomenda-se administrar um agente anti-histamínico, antes da administração do produto.
APROTININA - PROTOCOLO DE DOSES PLENAS
Após a indução anestésica
2.000.000 UI
Adicionar ao perfusato
2.000.000 UI
Infusão venosa contínua
500.000 UI/hora
APROTININA - PROTOCOLO DE "MEIA" DOSE
Após a indução anestésica
1.000.000 UI
Adicionar ao perfusato
1.000.000 UI
Infusão venosa contínua
250.000 UI/hora
ÁCIDO EPSILON AMINOCAPROICO -(IPSILON - AMICAR)
ÁC. EPSILON AMINOCAPROICO - PROTOCOLO DE DOSES PLENAS
Após a indução anestésica
15 g (20 minutos)
Adicionar ao perfusato
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Infusão venosa contínua
1 g/hora
ÁCIDO TRANEXÂMICO - TRANSAMIN
ÁCIDO TRANEXÂMICO - PROTOCOLO DE DOSES ELEVADAS
Após a indução anestésica
10 g
Adicionar ao perfusato
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Infusão venosa contínua
2 g/hora
COMENTÁRIOS:
A ocorrência de fibrinólise em associação com a circulação extracorpórea é conhecida desde os anos sessenta. As intervenções de natureza farmacológica na prevenção do sangramento pós-perfusão, baseiam-se na administração de diversos agentes, dos quais os mais eficazes parecem ser o inibidor das proteases aprotinina e os análogos da lisina, como o ácido epsilon-aminocaproico e o ácido tranexâmico.
A primeira sugestão do uso da aprotinina em cirurgia cardíaca foi de Tice, em 1964. Não foi demonstrado efeito significativo porque a droga foi usada em doses baixas para o tratamento da hemorragia; não na sua profilaxia, como nos dias atuais.
A administração profilática dos antifibrinolíticos contribui para reduzir o sangramento pós-perfusão em 40 a 60%.