MEMBRANAS E AGENTES QUIMIOTERÁPICOS
Os profissionais com grande experiência em perfusão isolada de membros, para o tratamento de lesões malignas das extremidades, durante muito tempo preferiram usar os oxigenadores de bolhas pediátricos. Havia o receio de que os oxigenadores de membranas pudessem absorver os agentes quimioterápicos do perfusato nas membranas e, desse modo, reduzir a concentração daqueles agentes no perfusato, diminuindo a eficácia dos tratamentos. Entretanto, em muitos países, os oxigenadores de bolhas estão desaparecendo do mercado porque seus projetos são, simplesmente, abandonados pelos seus fabricantes, devido à baixa comercialização.
Greg Mork, da Universidade de Illinois, em Chicago, como a mioria dos perfusionistas foi forçado a mudar o oxigenador do circuito de perfusão isolada de membros. Passou a adotar um oxigenador de membranas Terumo/Sarns SX10 e, para avaliar o comportamento dos agentes quimioterápicos em contato com as membranas fez a dosagem seriada destes agentes, durante a perfusão. Seus resultados mostraram que não há qualquer redução da concentração dos agentes, ilustrando a inércia das membranas em sua presença. A concentração dos agentes quimioterápicos manteve-se em níveis previsíveis apesar da presença das membranas no circuito.
O oxigenador Medtronic Minimax também tem sido usado com bons resultados em circuitos semelhantes, bem como uma variedade de outros aparelhos.
Considerando que o material de construção das membranas não apresenta grandes variações, dentre os diversos fabricantes, é lícito aceitar que, de um modo geral, as membranas dos oxigenadores não absorvem os agentes quimioterápicos usados na perfusão regional.
[PRIMEIRO] [ANTERIOR] [PRÓXIMO] [ÚLTIMO] [ÍNDICE] [HOME]