TROMBÓLISE INTRA-ARTERIAL NOS ACIDENTES VASCULARES
Segurança e Eficácia da Trombólise Intra-arterial para o Acidente Vascular Cerebral Peri-operatório após Cirurgia Cardíaca
Nader Moazami, MDa, Nicholas G. Smedira, MD*a, Patrick M. McCarthy, MDa, Irene Katzan, MDb, Cathy A. Sila, MDb, Bruce W. Lytle, MDa, Delos M. Cosgrove, III, MDa
OBJETIVO
O acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico agudo, após a cirurgia cardíaca é uma complicação devastadora com opções terapêuticas limitadas. Como os ensaios clínicos de trombólise para AVC isquêmico agudo exclui os pacientes recentemente submetidos à grandes cirurgias, a segurança da trombólise intra-arterial nestes quadros não é conhecida.
MÉTODOS
Treze pacientes com AVC isquêmico agudo, ocorridos no período de 12 dias após a cirurgia cardíaca foram submetidos à trombólise arterial dentro de um período de 6 horas após o início do AVC. A gradação do Instituto Nacional de Saúde para o AVC foi usada para avaliar a recuperação neurológica.
RESULTADOS
A idade média foi de 69 anos (SD +/- 5 anos) e 62% dos pacientes eram do sexo masculino. Os procedimentos cardíacos realizados incluem cirurgia valvar em 6 pacientes, enxertos aorto-coronária em 4 pacientes, cirurgia valvar e coronária em 2 pacientes e implante de um dispositivo de assistência ventricular esquerda em 1 paciente. Ocorreu fibrilação atrial em 5 pacientes (38%). O tempo médio entre a operação e o AVC foi de 4,3 dias (SD +/- 3 dias).
A trombólise foi iniciada dentro de 3.6 horas (SD +/- 1.6 horas) do início dos sintomas do AVC. A recanalização foi completa em 1 paciente, parcial em 5 e, 7 pacientes apresentaram baixo fluxo. Ocorreu melhora neurológica em 5 pacientes (38%). Um paciente necessitou drenagem torácica para hemotórax e dois outros pacientes foram transfundidos em razão de baixa taxa de hemoglobina. Não foi necessária qualquer intervenção para hemorragias.
CONCLUSÕES
Em pacientes selecionados com AVC isquêmico agudo, após cirurgia cardíaca recente, a trombólise intra-arterial parece ser relativamente segura e pode levar à recuperação neurológica.
Fonte: Ann Thorac Surg 2001;72:1933-1938
© 2001 The Society of Thoracic Surgeons
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