10 ANOS DE PERFUSÃO PEDIÁTRICA NOS EEUU.
Uma revisão de 10 anos de prática de perfusão pediátrica na América do Norte
Cecere G. [1]; Groom R. [1]; Forest R. [1]; Quinn R. [2]; Morton J. [2]
[1] Cardiac Surgery Department, Maine Medical Center, Portland, Maine, USA and Northeastern University, Boston, Massachusetts, USA [2] Cardiac Surgery Department, Maine Medical Center, Portland, Maine, USA
Resumo:
Em Dezembro de 1999, 145 instituições de cirurgia cardíaca pediátrica da América do Norte foram contactadas e atualizaram uma pesquisa como seguimento de duas pesquisas anteriores, de 1989 e 1994. A pesquisa consistiu de 81 perguntas referentes a dados demográficos, equipamentos, técnicas e monitorização de pacientes. Esta pesquisa, acompanhando um formato similar das duas pesquisas anteriores, permitiu estabelecer uma revisão de 10 anos, englobando práticas novas e consolidadas aplicadas durante a circulação extracorpórea pediátrica.
Foram recebidas respostas de 83 hospitais, para uma razão de 57% de participantes. Dentre os participantes, 72 eram centros ativos de cirurgia cardíaca pediátrica, 67% realizavam ambas, cirurgia cardíaca de adultos e pediátrica e 33% realizavam exclusivamente cirurgia cardíaca pediátrica.
O número médio de casos pediátricos realizados em 1999 foi de 169, comparado com 101 casos realizados em 1989 e 145 casos em 1993.
Dentre os 72 participantes, 51% realizavam mais de 100 casos/ano, enquanto 3% dos centros realizavam menos de 25 casos/ano.
Com o progresso da década, os oxigenadores de bolhas foram completamente substituidos pelos oxigenadores de membranas.
O uso da ultrafiltração, primeiramente informado na pesquisa de 1989, elevou-se em 30%. O uso de coloides no prime, especificamente a albumina a 25%, aumentou o uso de 34% em 1989 para 85% em 1999.
Os gradientes de reaquecimento são usados por 100% dos participantes, com um gradiente médio de 9,4 grausC entre o paciente e a água.
A proteção do miocárdio experimentou um aumento de 20% na cardioplegia sanguínea.
O uso de dispositivos de segurança também está aumentando com mais centros usando detectores de nível (79%), detectores de bolhas (88%) e filtros na linha arterial (96%).
Os centros utilizando dispositivos de assistência cardíaca aumentaram em 25% desde 1989.
Os resultados dessa pesquisa sugerem um movimento em direção à um maior número de casos sendo realizados em uns poucos centros. Enquanto alguma diversidade ocorre, há uma tendência para uma maior homogeneidade, primeiramente notado na pesquisa de 1994 e que continua em 1999.
Fonte: Perfusion, 1 March 2002, vol. 17, no. 2, pp. 83-89(7)
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