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CARDIOPLEGIA CRISTALOIDE


Existem múltiplas formulações para a cardioplegia cristaloide. A formulação mais usada, contudo, foi desenvolvida no Hospital St. Thomas e tem o nome da instituição. A solução de St. Thomas n0 2, teve a procaina abolida da sua composição e desfruta da preferência de um grande número de equipes.

COMPOSIÇÃO DA SOLUÇÃO DE St. THOMAS N0 2

Componentes

Concentração (mEq/l)

Cloreto de sódio

110,0

Cloreto de potássio

16,0

Cloreto de magnésio

32,0

Cloreto de cálcio

2,4

Bicarbonato de sódio

10,0

Solução final: pH 7,8 e osmolaridade 320 mosm/Kg H2O.

Notar que a concentração de sódio é de apenas 110 mEq/l. Como não há soluções com essa concentração de sódio no mercado a diluição que fazemos habitualmente é com o Ringer. Isso altera a composição final da solução. Entretanto, não parece comprometer a eficácia do método.

A solução existente no mercado é preparada em ampolas de 10 ml., contendo a mistura de eletrolitos (K, Mg e Ca). O preparo para uso é feito por adição do conteudo da ampola à solução de Ringer à qual se adiciona ainda o bicarbonato de sódio.

CARDIOPLEGIA CRISTALOIDE St. THOMAS N0 2

Solução de Ringer gelado (70C)

500 ml.

Solução cardioplégica

10 ml.

Bicarbonato de sódio a 8,4%

5 ml.

Para as crianças podemos administrar a solução mediante bolsa pressurizada com 150 a 200 mmHg., para fornecer uma pressão na raiz da aorta de cerca de 40 a 60 mmHg. O inconveniente da bolsa pressurizada é a falta de filtração da solução cristaloide (filtro de 0,8 microns) que oferece grande resistência à infusão.

DOSES DA CARDIOPLEGIA CRISTALOIDE

A dose inicial é de 30 ml/Kg peso. Doses subsequentes, se necessário, devem ser de 20 ml/Kg, a cada 20 minutos. A pressão da infusão deve ser baixa e, idealmente, a cardioplegia cristaloide deve ser aspirada para o exterior, para nãoo acentuar a hemodiluição da perfusão.

A proteção da cardioplegia cristaloide também pode ser complementada pela irrigação do saco pericárdico com Ringer gelado.

CARDIOPLEGIA CRISTALOIDE PARA ADULTOS

As doses usadas para a cardioplegia cristaloide em adultos variam muito com as diferentes equipes. A indução da cardioplegia pode ser feita com 500 - 1.000 ml. As doses de manutenção podem ser menores, de 250 - 300 ml. O uso da cardioplegia cristaloide constitui uma forte indicação para a ultrafiltração convencional, exceto se o efluente da cardioplegia é aspirado para o exterior do circuito da CEC. Há equipes que admnistram alguns litros de cardioplegia cristaloide em cada paciente. Esse volume deve ser retirado do perfusato mediante a ultrafiltração. Voltar ao Topo da Página




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