|
REVISTA LATINOAMERICANA DE |
Caros Colegas:
É simplesmente formidável o impulso dado pela Internet às atividades de ensino, em todos os seus níveis. Com rapidez inimaginável, a Internet tornou-se a ferramenta mais importante para os projetos de Ensino à Distância. Contam-se aos milhões os cursos e os simpósios, além de outras atividades de ensino, oferecidos pela Internet, em todas as áreas do conhecimento humano.
Como um produto adicional de inestimável valor, ressaltam as publicações eletrônicas, cada vez mais numerosas. No presente momento e apenas na área médica, encontram-se disponíveis e com acesso livre e grátis, 900 revistas, das quais 30 são dedicadas aos temas de cardiologia e medicina cardiovascular, conforme atestam os registros do catálogo elaborado pelo magnífico website "FreeMedicalJournals.Com" (http://www.freemedicaljournals.com).
O ensino à distância, nos dias atuais, alcança as grandes populações afastadas dos principais centros universitários e criadores de informação e permite não apenas a globalização dos sistemas de ensino mas, principalmente, a democratização e a rápida e livre transmissão do conhecimento.
A publicação eletrônica acompanha a mesma trajetória e, na realidade, participa dos mecanismos de ensino à distância. A publicação eletrônica tornou-se possível nos anos recentes, graças aos rápidos progressos da tecnologia da informação. Muitas revistas científicas iniciaram a sua publicação eletrônica e, nos dias atuais, são publicadas regularmente, na forma tradicional, com impressão em papel e no formato eletrônico, extremamente mais veloz e de custo extraordinariamente mais baixo. Um fenômeno interessante, contudo, é o aparecimento de revistas exclusivamente eletrônicas, como é no momento, a nossa Revista Latinoamericana de Tecnologia Extracorpórea.
Importantes instituições acadêmicas tem contribuido, inclusive financeiramente, para a rápida difusão das publicações eletrônicas, como um importante complemento das suas atividades científicas e culturais. Isto ocorre porque as instituições acadêmicas custeiam integralmente todas as pesquisas que levam à produção do conhecimento e da informação. E, para ter o produto das suas pesquisas disponível ao seu pessoal, deve pagar pelas assinaturas das revistas, impressas e distribuidas por intermediários, que auferem grandes lucros com essa intermediação e oneram a difusão do conhecimento. Assim, simplificadamente, a instituição acadêmica paga para produzir a informação e paga novamente para distribuí-la aos seus filiados.
Há uma irreversível tendência no seio de diversas comunidades científicas, de priorizar a publicação eletrônica em detrimento da publicação impressa, pelas numerosas vantagens e pelo reduzido custo que a publicação eletrônica representa, em comparação à publicação convencional, principalmente pela eliminação de agentes intermediários, principalmente os de distribuição.
A popularidade da publicação eletrônica tem atraído a grande maioria das revistas científicas para a Internet. Não há, na prática, uma única revista científica conceituada, como por exemplo, a New England Journal of Medicine, sem um equivalente eletrônico. Não raro, a consulta ao material eletrônico, é oferecida gratuitamente aos assinantes da revista impressa. Em muitos casos, após seis ou doze meses da publicação, o acesso à revista eletrônica torna-se livre e grátis.
Há, contudo uma forte resistência de muitos autores, que desejam que suas publicações possam ser lidas pelo enorme público que acessa a Internet e não apenas pelos assinantes das revistas impressas. Essa resistência tem levado numerosos pesquisadores a preferir publicar os seus trabalhos nas revistas eletrônicas de livre acesso.
Os bibliotecários já estão desenvolvendo novos sistemas de registro e catalogação dos trabalhos publicados. Ao mesmo tempo, surge um forte movimento, com o intuito de organizar um gigantesco banco de dados, capaz de armazenar o material publicado nas revistas eletrônicas e torná-lo fácil e imediatamente accessível a todos os interessados.
Esses indícios permitem imaginar que a Internet está próxima de viabilizar o maior movimento de democratização de que se tem notícia. A democratização da informação. Sem dúvida, os progressos tecnológico e cultural das nações em desenvolvimento, como as nossas, receberão um impacto capaz de minimizar fortemente o abismo sócio-econômico-científico-cultural que nos separa das nações mais poderosas.
Cabe a cada um de nós, tirar o máximo proveito da disponibilidade da informação e do conhecimento. Acessar a internet, navegar pelo seu conteúdo e organizar o seu próprio banco de dados vai, sem qualquer dúvida, contribuir para a atualização e o aperfeiçoamento profissional de que tanto precisamos, para vencer, sem dificuldades, o dia a dia da nossa prática.
Já está suficientemente difundido e popularizado que o instrumento de trabalho mais importante dos dias atuais - em qualquer ramo de atividade do ser humano - é o computador. Ligado à um telefone e concetado à Internet, torna-se a maior conquista feita pelo homem durante o século vinte. Isso porque, simplesmente, nos permite trocar idéias uns com os outros, independente de onde vivemos ou dos desejos dos nossos governantes.
Vamos fazer do ano que se aproxima, aquele em que a comunidade internacional de perfusionistas, deverá estreitar os laços de união e de amizade. Em 2003 a circulação extracorpórea completa os seus primeiros cinquenta anos de existência. Vamos comemorar, unindo-nos em torno dos nossos ideais.
Com os nossos melhores votos de um Feliz Natal e muito próspero Ano Novo, em nome do Conselho Editorial de nossa revista.
| Maria Helena |